"Lágrimas - Implorar com os olhos e os punhos cerrados"

José Rodrigues

exposição inédita

"Uma ideia simples, um processo simples. São colagens do final dos anos 60 do século passado. José Rodrigues está em Angola e a guerra colonial não pára de dar razão a estes trabalhos (...). Quem fez estas colagens foi a guerra. Não existem olhos em nenhuma das colagens. Só existem lágrimas, cortes, punções e multiplicação de lágrimas, de cortes e de punções. O artista cerra os seus próprios olhos, como quem implora, aperta com as mãos, com toda a força que pode, um estilete, e faz acontecer o que nestes quadros acontece e se mostra(...)"

Comissário Nuno Higino

2011

A POESIA DO ESPAÇO, ESPAÇOS CÉNICO DE JOSÉ RODRIGUES

exposição inédita

“E o poeta José Rodrigues a conquistar a poesia do espaço cénico, para um teatro novo e para um público novo. Um público que já não queria limitar-se a receber a informação, mas a decifrá-la, ou, no limite reconstruí-la. É claro para todos que o Zé Rodrigues nunca quis ser um decorador ou ilustrador de cenas. Para ele o cenário não é um dado, é uma proposta, o espaço cénico não é um produto, mas um lugar de produção (...).”

Comissário Jorge Pinto

2011

Douro, a tentação de Baco - José Rodrigues

"Entre o mito e a realidade, a poética das imagens deste Baco criado por José Rodrigues evoca um deus saído da terra, mas ainda etéro, no êxtase sensual e breve dos sentidos que despertam. Como num regresso às origens, onde confluem todos os excessos, na sedução de um Éden sem pecado, onde os homens se reencontram com os deuses. Onde, senão aqui, neste Olimpo agreste de xisto, tão intenso de luz e formas, de cores e aromas, terra-mãe de vinhos generosos, poderia vaguear este Baco, livre e eterno, em busca dos mistérios da vida?(...)"

Gaspar Martins Pereira

2007